luciana

você enterrou o riso na grama
se escondeu da água, dos regadores,
das sementes.
manteve os pés nas plantas rentes ao chão
como também fizeram os pés de sua avó
a soleira sem sol confina
poderosos desejos.

a cama, a cômoda
fantasmas e tragédias sociais se repetem.
o kansas, a klan não podem ser o mundo.
ainda há a prenhice do novo.

se você esticar suas pernas na água
erguer os olhos do verde
vai poder afogar a casa
e mergulhar no amarelo-súbito.

Esse poema faz parte do projeto verão. A leitura de luciana se encontra aqui.

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