bruno

o amor começa no segundo ato
quando se atravessa a rua
para afanar o cão
e cozinhar tigelas
de favada
a desconhecidos

as distinções, as dominações,
o colorismo
arrebatam a pele
e as mãos entre o cinza
e a desordem dos prédios
gemem
com os ossos tenros
em ruas sem orientação

se você sujar os pés
na cozinha
contaminar-se
do pó
do coentro
pode aprender
o duplo cantar
na ponta espaldada
das favas

Esse poema faz parte do projeto verão. A leitura de bruno está aqui.

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