irajá irajá

uma fuga não faz mal
diz mallarmé em ré maior
as ilhas azuis
ébrias espumas
o ouro, o verão
você vem?

a filosofia não nos salvará
você não leu todos os livros
nem todas as palavras saem ao sol
mas as palmeiras são verdes

duas plumas podem não tocar o chão
veja a carícia das sombras
o repente, a areia

sua camisa de algodão
um volteio, o violão
duas laranjas
impacientes ondas
das copas, do sumo
os lençóis freáticos
dos trópicos

é um temporal
o peito ouve
seu elegante barefoot
os anjos de heine
na boca de mistral
e os olhos
os olhos já sabem
você vem?


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